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Uso da realidade aumentada está se tornando cada vez mais comum

Foi-se o tempo em que os óculos serviam apenas para corrigir a visão. Hoje, eles podem ampliar os horizontes, ou mesmo criar realidades completamente novas. A realidade aumentada, coisa de ficção científica há até bem pouco, vem se materializando no dia a dia da indústria em um volume cada vez maior de aplicações. 

O uso inicial, e ainda o mais frequente, foi em processos de configurações ou manutenção de máquinas. Com o apoio de indicações da realidade aumentada, técnicos são guiados rumo à solução de problemas.

“Imagina que você tem um técnico novato na indústria e ele chega na frente de um motor e precisa fazer um reparo. Com um óculos de realidade aumentada, ele vai receber as indicações dos passos que ele precisa tomar”, destaca o gerente de Supercomputação do Senai Cimatec, Adhvan Furtado. 

Com a realidade aumentada, o usuário mantém o seu campo de visão natural, que é acrescido de informações visuais. É possível acrescentar animações, setas e marcações de áreas. 

A tecnologia é muito usada para treinamentos. Com ela, é possível mostrar como funciona o corpo humano, por exemplo, com possibilidade de girar, ampliar, reduzir e inclusive entrar no objeto.

Uso na Aviação

Para exemplificar o tipo de uso possível da tecnologia, Adhvan Furtado fala sobre um projeto de pesquisa do Cimatec com a Embraer. A fabricante de aviões precisava desenvolver a melhor modelagem para os aviões, com nível de precisão exato, identificando possíveis rachaduras ou falhas nos equipamentos. 

“Encontrar essas falhas exigem marcações complexas, mas com o óculos e as marcas que desenvolvemos de forma digital isso se torna simples”, conta. 

Segundo ele, a pesquisa consistiu em aumentar a precisão dos óculos para encontrar esse tipo de situação, além de adequa-los para gravar informações, permitindo que diversos técnicos tenham acesso à informação, em momentos diferentes. “No futuro, o próprio piloto do avião, mesmo não sendo especialista mecânico, poderá fazer uma manutenção, porque ele vai ter acesso a toda a base de conhecimento para realizar as manobras num caso de emergência”, acredita.

 Tipos de Ferramentas

Se o uso da tecnologia é uma realidade, a ferramenta utilizada para acessa-la pode mudar nos próximos anos. Os óculos tendem a disputar espaço com uma ferramenta tecnológica tão presente nas mãos das pessoas hoje quanto as lentes corretoras na face. “A gente sempre pensa nos óculos, mas com celular e tablet, basta apontar para um QR code e trazer o modelo 3D”, lembra o gerente de Supercomputação do Senai Cimatec, Adhvan Furtado.

O entendimento é parecido com o da especialista em Negócios e Inovação pelo MIT, Luma Boaventura, sócia fundadora das empresas de Tecnologia BVT Virtual e Ai Robots. Especialista em desenvolvimento de soluções de negócios dentro da Indústria 4.0, usando tecnologias como Realidade Aumentada e Mista, ela diz que uma outra vantagem do celular é que os óculos de realidade aumentada podem impedir o uso dos equipamentos de proteção individuais (EPI’s), obrigatórios em determinados ambientes industriais.  

“Principalmente na indústria, normalmente não se autoriza o uso de um óculos de realidade aumentada ou realidade mista, porque não seria adequado às regras de segurança. Então, tem sido utilizados smartphones especiais, com certificação EX01, a prova de explosão”, diz. Fora do ambiente industrial, a vantagem do celular é a de já estar na palma da mão de um monte de gente. “É totalmente possível usar a tecnologia em celular e é o que mais vai viralizar”, acredita. 

Luma diz que as aplicações da tecnologia vão além do ambiente industrial. “Serve para ensino, na área médica é extremamente útil, para a experimentação de produtos também é uma tendência. Você pode usar a realidade aumentada e ver como fica em seu corpo, usando o 3D”, enumera. 

O assunto será discutido no Fórum Agenda Bahia 2019, dia 3 de outubro, com inscrições gratuitas. 
O evento é uma realização do CORREIO, com patrocínio da Sotero Ambiental, apoio institucional da Prefeitura de Salvador, Federação das Indústrias da Bahia (Fieb) e Rede Bahia e apoio da Braskem e DD Education.

Por Donaldson Gomes

Fonte: www.correio24horas.com.br

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